Decidi dar hoje inicio a uma rubrica de entrevistas a pessoas que considero interessantes. Pessoas com vivências e gostos fantásticos.
Nome: Teresa Melo
Idade: Muiiita! Mas venha ela!
Filhos: Madalena, 13 anos;
Salvador, 9 anos; Teresinha, 6 anos; Joaquim, 16 meses.
Como surgiu a ideia de criar um
blog?
Eu já queria criar um blogue há
algum tempo.
Mas não sabia bem por onde
começar. E quando lia: escreva o seu perfil, ainda ficava mais atrapalhada.
Então resolvi não delinear nenhum perfil e simplesmente começar a escrever. Ele
foi-se construindo em cada post, em
cada partilha, em cada fotografia, em cada comentário…
Mas o que eu gosto meeeesmo de
fazer através do blogue, é dizer, olha eu gosto de ti! Aos que já dizia e aos
que agora se vão cruzando comigo. Gosto muito! É para isso que serve a vida,
não é? Para dizer, olha eu gosto de ti!
Porquê o nome Quando For Grande
Quero Ser Mãe?
A pressão de escolher um nome
estava a deixar-me nervosa!
Mas os meus filhos, como sempre,
inspiram-me… Um dia, a Teresinha, ao perguntarem-lhe, o que queres ser quando
fores grande, respondeu perentoriamente: eu quando for grande quero ser mãe! Eu
achei perfeito!
Li o seu blog todo! Diz que o seu
sonho é ter 6 filhos, como a sua avó? É uma ideia para levar até ao fim?
Quem me dera, quem me dera!
O saber dividir é, para mim, uma das
coisas mais nobres do mundo!
A Madalena quando era pequenina,
tinha quatro pares de calças de ganga, agora, se calhar, só tem um! Não vejo
nenhum problema nisso!
Mas começo-me a assustar. E se um
dia, nem esse par eu lhe conseguir dar? O meu coração fica apertaaaaado!
Mas, se agora descobrisse que
estava grávida era a mulher mais feliz do mundo!
Não há quem ache que é loucura
sua? (Risos!)
Claro! Loucura muuuuuuuuito grave!
Com direito a internamento e tudo! (risos, risos!) Quando lerem esta entrevista
vão colocar-me um colete de forças. (risos, risos!)
Quem olha de fora para mães de
famílias numerosas, pensa que são mães que não têm tempo para nada, só para o
trabalho e os filhos. E até se ouvem várias vezes comentários do tipo “Não sei
como consegue!” (Por mim falo, pois já o ouvi várias vezes!) Mas não é bem
assim! Pelo contrário… Temos muitos filhos, muito trabalho, mas parece que não
chega e inventamos sempre mais alguma coisa para fazer com prazer. O que
gostaria de dizer sobre isso?
Sabe o que é que eu gostaria de
dizer sobre isso? E digo-o com toooodo o respeito e com toda a verdade. Gostava
de ser como algumas amigas minhas (e elas sabem que eu sinto assim) que, quando
os filhos dormem a sesta ao sábado à tarde, descansam com eles também. Há
atitude mais inteligente?
Porque é que eu vou bater natas,
com corante cor-de-rosa, para cobrir um bolo de chocolate?! Porque é que eu vou
cortar, colar e inventar!?
Não consigo estar quieta. Só
mesmo aquele colete de forças me pode salvar! (risos, risos!)
Na minha opinião, a Teresa é uma
querida, super simpática e tem imenso bom gosto. Isso é notório nas fotos que
nos mostra de si, da sua família, de decoração, … Claro que eu penso isso não
só pelas fotos, mas também porque tenho o prazer de a conhecer pessoalmente há
já uns anitos. Para além de dar aulas ainda consegue fazer coisas deliciosas,
como álbuns e bonecas. Nunca pensou abrir um negócio nessa área? De certeza que
iria fazer sucesso.
Quem é querida é a C., deixa-me
corada com tanto elogio! Um exagero! Mas respondendo à sua pergunta, abrir um
negócio não é compatível com a minha vida profissional. Nunca o disse no
blogue, mas sou professora sim, do ensino superior. As minhas responsabilidades
profissionais são suficientes para ter uma vida bastante preenchida. Mas a
paixão que tenho pela minha família e os bichinhos carpinteiros não me deixam
sossegar…
Sei que fez o bolo do batizado do
Joaquim entre outros para algumas situações especiais. Ficou fantástico! É mais
uma área que lhe agrada, a doçaria?
Pois é, o header do blogue é a fotografia do bolo do batizado do Joaquim. Foi
no campo, ao ar livre, e por isso lembrei-me de o enfeitar com passarinhos e
gaiolas. Gostei muito de o fazer. Mas a aventura da doçaria foi uma aventura a
duas! A minha amiga L. de quem já falei várias vezes no blogue, um dia, em
jeito de brincadeira, propôs-me fazermos um bolo para a sua prima. As pessoas encantaram-se
(risos). E a partir daí foi, de facto, uma aventura. Nem eu, nem ela temos
qualquer formação na área. Mas o que eu gostei mesmo, mesmo foi das risotas de
fazer dores de barriga. Eu tenho muito poucas amigas, mas as que tenho valem
mesmo a pena!
O seu maior desejo?
Ter sabedoria para conseguir,
sempre, viver feliz com o que tenho, seja muito ou pouco. E conseguir
transmiti-la aos meus filhos.
Uma palavra que para si defina o
Reino dos 7?
Ooooh, tenho muita pena… Mas uma palavra
só não dá. Somos mulheres de números grandes, não somos? Por isso tenho de ter
direito a muitas palavras! Posso?
Ora o Reino dos 7! Adoro a
ternura, as rotinas matinais, o “amo-te” ao deitar, os passeios com os cinco
(que liiiindos!), as cartas de amor deixadas em cima da mesa, as costuras da
mamã...
Que mais posso eu dizer?
Queria ter um!!!!! Um Reino dos 7
a pensar num Reino dos 8!
Obrigada Teresa!
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