quarta-feira, 10 de maio de 2017

Quando a vida nos cansa e leva à exaustão


Há alturas da vida em que as corridas do dia-a-dia e as situações com que nos deparamos nos deixam num estado de exaustão tal que quase desmoronamos. Mas a realidade é que, sendo nós um dos pilares da família, cabe-nos a missão de levar as nossas capacidades ao limite.
A verdade é que foi assim que me senti durante cerca de uma semana e meia em que praticamente todos os dias tive consultas com os meus filhos. Se as do dentista foram perfeitamente normais, a do autismo, do Martim, já teve em mim um efeito diferente. Raramente venho de lá cheia de energia, não pelo Martim, que tem feito alguns progressos, apesar de estar longe da autonomia desejada, mas pela situação em si que me alerta para possíveis situações futuras que me entristecem. A verdade é que, apesar de me preocupar muito com o futuro, aprendi a desligar o botão e viver o dia-a-dia da melhor forma, sem enterrar a cabeça no autismo.
Faço o melhor pelo meu filho, é certo, mas não deixo (não posso deixar!) de viver a vida de uma forma natural, sem obsessões, como em tempos.
Para juntar ao meu estado mais depressivo, vai que quatro dos meus cinco filhos foram subitamente atacados por uma bactéria contagiosa que lhes começou a deixar partes de corpo com feridas feias, que inicialmente pareciam simples borbulhas, e teimavam em não sarar. Felizmente a situação foi controlada, apesar de ainda permanecerem com algumas marcas.
Depois de tudo isto, finalmente chegaram dois dias de festa e celebração (o dia de anos da Francisca e o dia da Mãe), que me fizeram arrebitar e ajudaram a recuperar a energia,
A verdade é esta: se há dias que parecemos um rochedo, em que nada nos atinge, outros há em que mais parecemos uma papoila, prestes a perder uma pétala ao mínimo sopro.
Contudo, devemos sempre ser gratos pelo melhor e pelo pior que a vida nos oferece e que servirá sempre de lição.

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